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Artigo O NOVO MUNDO by Danyele Sena

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O Novo Mundo
Desde que o mundo decretou o estado de pandemia, devido a disseminação do vírus COVID-19, iniciamos uma corrida para nos adaptarmos ao isolamento: home office, crianças, afazeres domésticos, fora os conflitos matrimoniais.
Paralelo ao medo da doença, um cenário de desemprego, redução de renda, crises financeiras, políticas, discussões de acesso a crédito, superendividamento do cidadão, contratos sendo repactuados e edição de normas legais publicadas para conciliar conflitos.
Em pesquisa realizada pelo Observatório FEBRABAN, durante esse período, foi visto que:
45% dos entrevistados afirmam que irão dedicar mais tempo à família;
30% vão aumentar as compras via e-commerce;
28% planejam usar mais serviços de delivery;
27% querem aumentar o trabalho home office;
15% planejam usar crédito bancário.
Ora, em fervor de uma discussão sobre a aprovação do Projeto de Lei n 3515/2015, sobre o superendividamento, parece um tanto controverso falar em “um novo mundo”, onde temos mais de 60 milhões de envidados no país (números anteriores a pandemia), e, que de acordo com a pesquisa o volume de compras irá se manter ou aumentar. Seria uma luz de esperança para o mercado ou o fundo do poço para o consumidor?
Qual será a potência das transformações trazidas pela pandemia? Podemos listar alguns: transparência e privacidade, com uma maior proteção de dados; mais aparelhos eletrônicos e internet, viveremos conectados; rapidez na informação, hábitos de consumo e a educação financeira.
É fato, estamos implantando no susto o que levaríamos anos. A covid-19 foi um acelerador do futuro. Seus efeitos durarão um período maior que o tempo de calamidade declarado. Mas, o que irá acontecer quando o mundo voltar ao “normal”?
Precisamos que as mudanças de comportamento e de consumo sejam duradouras, e que sejam adotadas e propiciadas, que o “novo mundo” de agora, seja um “novo mundo do futuro”.

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