Fábrica da Jeep em Goiana volta a produzir depois de 48 dias paralisada




O Grupo FCA retomou hoje a produção das três fábricas que possui no Brasil: Betim (MG), Goiana (PE) e Campo Largo (PR). As unidades irão operar em regime parcial e seguindo regras de distanciamento social e higienização


Sérgio Bernardo/Acervo JC Imagem
Na fábrica da Jeep, em Goiana, cerca de 1.500 funcionários voltaram ao trabalho nesta primeira etapa, de um total de 6 mil - FOTO: Sérgio Bernardo/Acervo JC Imagem

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A Fiat Chrysler Automóveis (FCA) retomou nesta segunda-feira (11) a produção de veículos no Brasil após 48 dias de interrupção voluntária por cont da pandemia do coronavírus. O retorno está sendo gradual e exigiu a adoção de  de medidas sanitização, reorganização de postos de trabalho e adaptação de espaços comuns, visando a uma jornada segura para os cerca de 4.300 trabalhadores que hoje voltaram à fábrica de Betim e 1.500 que retornaram à planta de Goiana.
O regime de home office continua a vigorar para todos os trabalhadores administrativos não diretamente envolvidos nas atividades de produção com objetivode de diminuir ao máximo o fluxo de pessoas nas fábricas. Antonio Filosa, presidente da FCA para a América Latina, afirmou que o retorno só foi possível após um longo planejamento.  “Na semana passada, eu acompanhei pessoalmente todos os passos da nova jornada dos nossos empregados, desde a viagem no ônibus até o momento da volta para casa. Não poupamos esforços e recursos para proporcionar um ambiente seguro e ao mesmo tempo acolhedor para os colegas que estão liderando este momento fundamental da retomada”, afirma Antonio Filosa. “As nossas pessoas são o patrimônio mais valioso que temos na FCA, portanto seguiremos absolutamente vigilantes para garantir que a produção seja restabelecida dentro das melhores e mais rigorosas condições de segurança e saúde possíveis”, destacou Filosa.

JORNADA

segundoa a FCA, nesta primeira etapa de retomada das operações, a prioridade será o treinamento de todos os empregados para as alterações efetuadas em layouts e processos, considerando os novos padrões de segurança e sanitização. Também é o momento de realizar um cuidadoso processo de aviamento, que consiste em examinar todos os equipamentos, sistemas e processos após 48 dias de suspensão da produção.
O volume de produção será crescente no decorrer de maio, acompanhando a adaptação das plantas aos novos procedimentos e à demanda do mercado. Antes da suspensão das atividades, em 23 de março, o ritmo de produção era de 1.600 veículos por dia em Betim e 1.000 em Goiana.
A FCA criou um sistema de autoavaliação e prevenção on-line. Através do aplicativo, o próprio trabalhador anota suas condições gerais de saúde e bem-estar, além de informar se teve contato com algum caso suspeito ou confirmado de Covid-19. As informações ajudam a mapear potenciais casos que demandem acompanhamento específico do time de Saúde.
Os ônibus que transportam os trabalhadores passam a contar com um protocolo de higienização ainda mais rigoroso que o anterior. Além disso, para assegurar o distanciamento social adequado, cada conjunto duplo de assentos será utilizado por apenas um passageiro. Para o acesso ao ônibus, é necessário estar usando máscara e apresentar o protocolo de realização da autoavaliação de saúde realizada previamente via aplicativo. Os coletivos também contam com recipientes com álcool em gel para higienização das mãos e distribuição de máscaras reservas para os casos de perda, inutilização ou esquecimento do EPI.
Os novos protocolos estabelecem ainda a criação da figura do Capitão da Saúde. Trata-se de um profissional de especialmente treinado para garantir que todos os passageiros dos ônibus tenham preenchido a autoavaliação e estejam utilizando os EPIs adequados. Cada veículo destacado para o transporte de empregados contará com um Capitão da Saúde exclusivo.
Câmeras termográficas que realizam medição de temperatura corporal e termômetros extras estão sendo utilizados nos acessos às plantas para medir, mais uma vez, a temperatura de todas as pessoas que entram nas fábricas. O controle permite a identificação de pessoas com temperatura corporal acima dos 37,5°C, que caracteriza febre e pode indicar um caso de saúde que demande acompanhamento médico.

MÁSCARAS

Todos os funcionários deverão utilizar as máscaras nos ônibus, nos trajetos de ida e de volta, e ao longo do expediente. Cada trabalhador recebeu uma cartilha contendo orientações sobre a importância e o uso correto da máscara – além de recomendações gerais sobre os novos procedimentos de segurança e higienização.
A higienização adotada nas fábricas  e escritórios é padronizada, com utilização de hipoclorito de sódio e álcool com concentração de 70%. Esses procedimentos são adotados em áreas comuns, locais de trabalho e no transporte. São executados por equipes especializadas e também pelo ocupante de cada posto de trabalho, que será treinado a higienizar sua própria área antes de iniciar sua jornada diária. 
haverá ainda sinalizadores para assegurar a nova ocupação máxima permitida e a distância segura entre ocupantes, conforme os novos padrões de segurança. Se eventualmente um caso suspeito de contaminação for identificado pelo serviço de saúde ou liderança, o portador será encaminhado para o serviço médico e todo o perímetro de atuação do profissional será isolado para evitar o acesso de outras pessoas.

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