Milhões em gastos e reformas sem fim: a precariedade persistente na Câmara Municipal de Caaporã
Mesmo após a Câmara Municipal de Caaporã ter gasto mais de R$ 4 milhões no ano passado, a estrutura física do prédio continua em condições precárias. O cenário causa indignação e levanta sérias dúvidas sobre a eficiência da gestão dos recursos públicos, especialmente diante de reformas recorrentes que parecem não resolver os problemas.
De três em três meses, novos gastos com reformas são anunciados. No entanto, a realidade interna permanece praticamente a mesma: buracos no gesso, exaustor de ar quebrado, ponto eletrônico sem funcionamento adequado e tomadas sem tampa, oferecendo riscos à segurança de servidores e da população que frequenta o local.
A repetição constante de obras e reparos levanta um questionamento inevitável: por que tantas reformas em tão curto espaço de tempo não resultam em melhorias visíveis e duradouras? A sensação é de desperdício de dinheiro público, com intervenções paliativas que servem apenas para justificar novos contratos e novas despesas.
Enquanto isso, faltam soluções simples e de baixo custo que poderiam garantir dignidade, segurança e funcionalidade ao prédio da própria Câmara — órgão que deveria fiscalizar o uso correto do dinheiro público, mas que falha em dar exemplo.
A população de Caaporã tem o direito de exigir transparência total sobre esses gastos sucessivos. É necessário que a Câmara apresente relatórios claros, detalhando valores, empresas contratadas e resultados efetivos dessas reformas frequentes.
Sem explicações convincentes, o que se vê é um ciclo de gastos e mais gastos, sem retorno concreto para o cidadão. O dinheiro público precisa ser tratado com seriedade, planejamento e respeito — algo que, até o momento, parece estar longe da realidade vivida dentro da Câmara Municipal de Caaporã.








Comentários
Postar um comentário