Leilão do 5G: Claro, TIM e Vivo levam lotes na faixa mais importante; Anatel leiloa faixas regionais

 O leilão do 5G será dia 4 de novembro Foto: Arquivo

As três maiores operadoras de telefonia do país – Claro, Vivo e Tim – oferecerão a tecnologia 5G, que deve estar em todas as capitais até o próximo ano. As empresas levaram lotes nacionais na mais importante faixa do certame, a de 3,5 GHz, em leilão realizado pela Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel).

As empresas vencedoras do lote de 3,5 GHz deverão oferecer 5G em municípios com mais de 30 mil habitantes, backhaul (infraestrutura) de fibra óptica em municípios, compromissos associados à migração de recepção de TV por antenas parabólicas e a implementação da rede privativa do governo.

A faixa de 3,5 GHz é considerada a porta de entrada do 5G, por isso é a faixa de maior interesse. Há blocos nacionais e regionais. O leilão tem um valor de R$ 50 bilhões, que inclui outorgas e obrigações de investimentos das empresas vencedoras.

A Claro foi a primeira a vencer um lote nacional nessa faixa. A empresa aceitou pagar R$ 338 milhões pelo direito espectro, com ágio de 5,18%. Além desse valor, ela e as demais empresas vencedoras terão que fazer investimentos obrigatórios.

A Telefônica, dona da marca Vivo, levou o segundo lote de 3,5 GHz a um preço de R$ 420 milhões, ágio de 30,69% em relação ao preço mínimo.

A Tim levou o terceiro lote de cobertura nacional na faixa. A empresa pagará R$ 351 milhões, com ágio de 9,22%.

Não houve empresas interessadas no quarto lote nacional de 3,5 GHz no 5G. Além da faixa de 3,5 GHz, estão sendo oferecidas as faixas de 700 Mhz, 2,3 GHz e 26 GHz.

Blocos regionais

Depois de leiloar os blocos nacionais no 3,5 GHz, a Anatel começou a leiloar os regionais na faixa de 3,5 GHz. No bloco dedicado a atender a região Nordeste, quem ganhou foi a Brisanet, que pagará R$ 1,2 bilhão. O ágio é gigantesco: 13.741,71% acima do preço mínimo.

Nos blocos regionais da faixa 3,5 GHz, as empresas devem oferecer 5G em municípios com menos de 30 mil habitantes e infraestrutura de fibra óptica em municípios.

A Brisanet diz ser a maior empresa entre os provedores independentes de serviços de internet no Brasil na tecnologia de fibra óptica. A empresa é sediada em Pereiro (CE) e explora o serviço em regiões tipicamente menos exploradas pelas grandes operadoras de telecom, no o interior da região do Nordeste do país.

Com isso, o país terá uma nova operadora de rede móvel voltada apenas para o Nordeste.

— Temos uma nova prestadora de serviço móvel pessoal, disse o presidente do leilão, Abraão Albino.

No lote de 3,5 GHz dedicado à região Centro-Oeste (exceto setores de Goiás e Mato Grosso do Sul), também venceu a Brisanet, pagando um valor de R$ 105 milhões — isso representa um ágio de 4.054,27% em relação ao preço mínimo.

No lote de 80 MHz nessa faixa, dedicado para prestação de serviços apenas para a região Norte, não houve interessados.

A Sercomtel aceitou pagar R$ 82 milhões — ágio de 719% — para o bloco que vai oferecer internet na região Norte e em grande parte do estado de São Paulo, que passarão a ter uma nova operadora de telefonia.

Novas operadoras

A empresa sediada em Londrina (PR) opera telefonia fixa e celular, GSM e 3G, além de longa distância pelo código e banda larga. Neste ano, a Anatel autorizou a Sercomtel a operar em todo o país.

Para a prestação de serviço na região Sul do país, venceu a disputa o Consórcio 5G Sul, que pagará R$ 73 milhões pela faixa. A proponente venceu o leilão após uma longa troca de ofertas entre ela e a Mega Net Provedor de Internet.

Com a entrada do Consórcio 5G Sul, o Sul também passa a ter nova prestadora de telefonia móvel.

O consórcio é uma união entre a Copel (Paraná) e Unifique (Santa Catarina e Rio Grande do Sul) para competir por lotes no leilão. A Copel integra o grupo econômico da Sercomtel, mas tem foco em banda larga fixa por fibra, enquanto a Sercomtel é concessionária de telefonia fixa e de telefonia móvel.

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