Caaporã e Pitimbu serão facilitadoras do "Florescer Mulheres"

Foi realizada, nesta quinta-feira (08/07), a capacitação de profissionais da rede de proteção às mulheres vítimas de violência doméstica dos municípios de Caaporã e Pitimbu que serão facilitadoras do "Florescer Mulheres". O projeto é uma iniciativa do Ministério Público da Paraíba (MPPB) para combater e prevenir a violência contra a mulher. 


Participaram da capacitação a promotora de Justiça de Caaporã, Miriam Pereira Vasconcelos; a gestora e executora do projeto, promotora Dulcerita Alves; a professora do Unipê, Leda Maia; e 16 profissionais entre representantes da Secretaria de Desenvolvimento Humano e Inclusão Social de Caaporã e da Secretaria de Assistência Social de Pitimbu; dos Centros de Referência em Assistência Social (Cras/Creas) e dos Conselhos Tutelares das duas cidades. 


A capacitação foi aberta pela promotora Dulcerita Alves que apresentou o histórico de desenvolvimento do projeto, que foi criado após perceber que a cultura só pode ser mudada ao trabalhar tanto o homem quanto a mulher envolvida na situação de violência doméstica.


Ainda conforme a promotora, o projeto teve início em maio de 2019 e é desenvolvido em parceria com o Curso de Psicologia do Unipê. O projeto é realizado por meio de grupos operativos com mulheres que estejam ou não em situação de violência doméstica e até voluntárias e familiares.


A gestora do projeto explicou que os grupos são realizados em formato de círculos que preservam a confidencialidade das histórias e dos envolvidos. Entre os benefícios para as participantes estão o empoderamento, conhecimento sobre violência doméstica, mudança de conceito, escuta empática, ajuda mútua e a quebra do ciclo da violência. Além disso, também é feito encaminhamento das mulheres a cursos profissionalizantes e a atendimentos psicológicos individuais.


A promotora Miriam Vasconcelos informou que, em maio, houve uma apresentação do projeto a representantes de Caaporã e Pitimbu, quando houve a adesão à iniciativa do MPPB. 


De acordo com a promotora Miriam Vasconcelos, as mulheres que vão participar dos grupos operativos serão selecionadas de processos de violência doméstica que tramitam na comarca de Caaporã e entre aquelas que fizeram representação na delegacia local com pedido de medida protetiva. A partir da capacitação, será feita uma triagem com a lista já encaminhada pela Promotoria de Justiça à rede de proteção.


A promotora Miriam Vasconcelos expressou ainda a felicidade de contribuir para o empoderamento feminino e destacou o comprometimento das profissionais que fazem parte da rede de proteção dos dois municípios.


A capacitação foi ministrada pela professora Leda Maia que falou sobre a parceria do projeto "Florescer Mulheres" com o projeto "O cravo e rosa", do Unipê.


A professora falou que o objetivo do projeto é criar um espaço de acolhimento que facilite a troca de experiências de forma que as participantes do grupo possam perceber que não se trata de problemática individual mas compartilhada.


Ela explicou que a metodologia envolve a realização de cinco encontros semanais, com duas horas de duração. O funcionamento dos encontros se dá através de rodas de conversas, apresentações de vídeos, realização de dinâmicas e estímulo à reflexão e compartilhamento de experiências.

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