Prefeito libera o “fique em casa” para servidores, mas sem salário

 

Prefeito de Criciúma decretou lockdown não remunerado para servidores públicos Foto: Reprodução

O prefeito de Criciúma (SC), Clésio Salvaro (PSDB), que é abertamente contra as medidas de lockdown, decidiu autorizar que os servidores públicos da cidade optem se querem ou não trabalhar durante a pandemia de coronavírus, mas a medida terá uma condição: os colaboradores que ficarem ausentes não receberão salário.

Em vídeo no Twitter, Clésio explicou a medida e falou sobre o “lockdown sem remuneração”, fazendo referência à palavra utilizada para um conjunto de medidas que restringem a circulação para evitar a disseminação da doença. Segundo o gestor, a decisão foi tomada após ouvir questionamentos de servidores sobre o assunto.

– Vocês vão ter lockdown, estou assinando o decreto. Lockdown sem remuneração. Não quer vir trabalhar, não tem problema. Quer se cuidar, ótimo, vai ficar em casa. E não vai receber salário. É muito fácil pedir lockdown quando a geladeira está cheia e o salário garantido – disse.

O prefeito ainda descartou adotar um lockdown na cidade para conter a epidemia de Covid-19. Segundo o gestor municipal, todas as atividades são essenciais e, por isso, todos os setores continuarão funcionando normalmente.

– As pessoas perguntam se vai ter lockdown, eu digo não. Pelo menos no que depender de mim. Tudo é atividade essencial, trabalhar com todos os cuidados sanitários, colocando a vida em primeiro lugar, saúde sempre com cuidados redobrados. Não há necessidade de parar com a economia, precisa continuar trabalhando – apontou.

De acordo com a prefeitura, o gestor de cada pastada administração pública deverá analisar a possibilidade de afastamento do servidor, sem prejuízo ao serviço público. Caso o pedido seja aceito e o quadro remanescente não puder desempenhar as funções, o gestor deve solicitar contratação temporária para suprir a ausência.

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