Sindicato dos professores entra na Justiça para impedir retorno das aulas presenciais em Pernambuco

Sindicato dos professores entra na Justiça para impedir retorno das aulas presenciais em Pernambuco

Em Fernando de Noronha, as aulas presenciais voltaram no dia 22 de setembro - Foto: ELÔ ARAÚJO/SISTEMA GOLFINHO/DIVULGAÇÃO


Contrários ao retorno das aulas presenciais, marcada para o dia 06 de outubro, o Sindicato dos professores do Estado de Pernambuco (Sinpro Pernambuco) entrou com uma ação civil pública na Justiça para revogar a decisão do governo estadual em retomar as aulas presenciais durante a pandemia do novo coronavírus, apesar dos protocolos de segurança. De acordo com o Sinpro-PE, a ação ''foi movida no intuito de preservar o mais importante de todos os direitos, a vida''.


Greve dos professores

Em assembleia realizada por meio de videoconferência, o Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Pernambuco (Sintepe) e mais de 1.500 professores e trabalhadores da rede estadual de ensino optaram por decretar a greve. No entanto, a categoria informou que vai realizar nova assembleia no dia 5 de outubro, um dia antes do inicio das aulas, para decidir se a greve vai continuar. A terceira reunião com o Governo de Pernambuco terminou sem acordo. 

Já os professores da rede privada de Pernambuco decidiram entrar em estado de greve. Na contramão, o Sindicato das Escolas Privadas de Pernambuco ingressou na Tribunal de Justiça de Pernambuco (TJPE) pedindo a volta das aulas presenciais em todas as séries da rede privada de ensino, revelou o presidente do Sinepe-PE, José Ricardo Diniz.

Cronograma das aulas

O Governo de Pernambuco anunciou as datas de retorno das aulas presenciais, começando com os estudantes que estão no 3º ano do ensino médio, a partir do dia 06 de outubro, do 2º ano para o dia 12 de outubro e 1º ano no dia 20 de outubro. As aulas presenciais para as crianças seguem proibidas para rede pública quanto para a rede privada. Com isso, os alunos (as) continuam com aulas de forma online, através da internet. 

>>>>Com intenção de evitar horário de pico no transporte público, aulas na rede estadual em Pernambuco começarão mais tarde

De acordo com o secretário de educação de Pernambuco, Fred Amancio, o retorno é opcional, ou seja, os pais decidem se vão deixar seus filhos, menores de idade, retornarem as aulas presenciais. A volta das aulas já estavam autorizadas para o ensino superior e cursos técnicos, com protocolos de segurança contra o novo coronavírus. 

Texto do Sindicato dos professores na íntegra

Na última sexta-feira (2), o setor jurídico do Sinpro Pernambuco entrou com uma ação civil pública, visando a revogação do retorno das aulas presenciais no estado.

A ação foi movida no intuito de preservar o mais importante de todos os direitos, a vida. O sindicato, além das alegações mais gerais acerca do fato, também aponta que as experiências ocorridas em outros estados vêm mostrando o quanto esse retorno não é viável ao povo e o poder público tem por obrigação, proteger as pessoas dessa pandemia.

O retorno às aulas presenciais só atende os interesses empresariais, principalmente para que as escolas particulares voltem a cobrar suas mensalidades no valor integral, em detrimento da saúde e da proteção da vida da comunidade escolar.

A maioria das famílias são contra esse retorno, assim como as entidades estudantis e os(as) professores(as). Muitas escolas em todo estado, também já oficializaram que continuarão em suas rotinas remotas.

Esperamos que a justiça se estabeleça ao lado da vida e do direito.

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