Home Top Ad

Família espera chegada de suspeito de feminicídio para confrontá-lo

Share:
Família espera chegada de suspeito de feminicídio para confrontá-lo
O suspeito está desaparecido desde a madrugada do dia do crime - Foto: Reprodução/TV Jornal

Deve se entregar à polícia, nesta terça-feira (11), o empresário suspeito de matar a mulher, a fotógrafa Leandra Jennifer, no domingo (9), no bairro da Madalena, Zona Oeste do Recife. Parentes e amigos da vítima passaram a manhã de hoje no Departamento de Homicídios e Proteção à Pessoa (DHPP) esperando pela chegada de Rafael Cordeiro Lopes, de 32 anos.
O suspeito está desaparecido desde a madrugada do dia do crime. A expectativa é que ele seja capturado ou se apresente à justiça.

Os pais

A  mãe de Leandra, Jane de Oliveira, levou o álbum de fotografias do casal. Ela contou que só quer ficar frente a frente com o genro. "Ficar cara a cara com ele e perguntar por que ele fez isso comigo", disse.
Revoltado, o pai da jovem, André da Silva, revelou que o genro nunca o enganou. Ele disse que não queria respostas, queria mesmo dizer tudo o que sempre sentiu, desde o início do relacionamento da filha com Rafael. "Que ele chegue aqui hoje, ou amanhã. Um dia a gente encontra ele. Ele não vai viver para sempre escondido", avaliou.

Netos

Para os pais da vítima, a dor da perda é ainda maior, por causa dos netos, os filhos de Leandra. Ela tinha um menino, de 1 ano e meio, fruto do relacionamento com Rafael, e outro de 6 anos, de um casamento anterior. Os dois estão morando com os avós. "Quando eu olho para a cara deles e saber que ele amanhã ele não vai ter mãe", desabafou a mãe da jovem.

#UmaPorUma

A violência contra a mulher é constante e frequentemente acaba em tragédia. Existe uma história para contar por trás de cada feminicídio, em Pernambuco. O especial Uma por uma contou todas. Em 2018, o projeto mapeou  onde as mataram, as motivações do crime, acompanharam a investigação e cobraram a punição dos culpados. Um banco de dados virtual, com os perfis de vítimas e agressores, além dos trágicos relatos que extrapolam a fotografia da cena do crime. 

Nenhum comentário