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domingo, 1 de setembro de 2019

Compesa/BRK constroem estação de tratamento de esgotos na beira da praia, em Pontas de Pedra


Por Carlos Augusto Pereira

Durante décadas o poder público municipal não teve a responsabilidade de preservar espaços para equipamentos públicos, como do sistema de esgotamento sanitário, áreas livres e de lazer.

Praças e mesmo o leito de ruas foram e estão sendo ocupados ou estreitados. O problema é comum nas cidades da Zona da Mata Norte de Pernambuco.


Espaços públicos são raros e mesmo o leito de lagoas são aterrados.
Em todo território de Goiana temos problemas.

Muitos não respeitam o espaço público e a Prefeitura não exerce o controle urbano.

A Compesa está décadas atrasada com o saneamento das cidades. Agora, quando tardiamente realiza obras de saneamento, faltam áreas livres para construir os equipamentos.

No caso de Pontas de Pedra, a conta chegou e a vizinhança da lagoa de decantação e/ou da estação de tratamento de esgotos está pagando alto preço.

Esgotamento sanitário é um avanço. Se o projeto de engenharia for tecnicamente correto e se a obra atender às exigências ambientais e sanitarias devemos comemorar.

O grande desafio vai ser o controle social de uma obra à beira da praia em região turística.

A sociedade tem que estar vigilante para a correta operação do sistema. Havendo falhas,  o dano será imensamente maior ao ambiente, à saúde e à imagem da cidade.

Quanto ao local escolhido para a estação de tratamento de esgotos, Pontas de Pedra, paga alto preço por seu baixo grau de mobilização.

Uma comunidade com poder de pressão faria a Compesa construir, a estação em lugar mais adequado, mesmo que precisasse realizar desapropriações.

A responsabilidade final pela escolha do local da estação de tratamento é do município.

Afinal, é a Prefeitura de Goiana  que autoriza obras e o uso do espaço urbano na cidade.

Por outro lado, a CPRH, IBAMA e a Superintendência do Patrimônio da União -SPU, também autorizam e são coparticipantes da decisão de onde construir.

Não é uma escolha que compete apenas à Compesa ou BRK Ambiental, a multinacional canadense responsável pela construção e operação do serviço de
saneamento em Goiana e demais municípios da RMR.

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