RADAR POLÍTICO 365


PB é o 4º do país com pior avaliação do SUS


Pela primeira vez, o Ministério da Saúde avaliou o Sistema Único de Saúde (SUS) e atribuiu notas pelo acesso e a qualidade dos serviços. Lançado ontem, o Índice de Desempenho do SUS (Idsus) avaliou o atendimento em todos os municípios, estados e no país, de acordo com uma escala de 0 a 10. Na primeira avaliação, divulgada ontem, a pontuação da Paraíba foi 5, a quarta mais baixa entre os estados. Já obteve 5,3 e ficou com o sexto menor indicador entre as capitais brasileiras. O Brasil ficou com Idsus equivalente a 5,47.
O índice é o resultado do cruzamento de 24 indicadores que avaliaram o acesso da população às unidades públicas de saúde e a qualidade do serviço oferecido pelo sistema público.
Para construir o indicador toda a estrutura do SUS – hospitais, laboratórios e clínicas – passou pela avaliação. No quesito acesso, a capacidade do sistema de saúde em garantir o cuidado necessário à população em tempo oportuno e com recursos adequados teve peso maior.
Os técnicos do Ministério da Saúde também levaram em conta o tamanho da população – inclusive com plano de saúde –, a estrutura disponível e a condição econômica de cada município e dividiram em seis grupos conforme semelhanças econômicas e de atendimento aos habitantes.
A avaliação do Ministério da Saúde constatou que o brasileiro ainda enfrenta muita dificuldade para conseguir uma consulta ou um exame na rede pública. A demora na liberação para a requisição de exames foram as principais queixas de quem utiliza os serviços do SUS.
Na Paraíba, por causa desses atrasos, a dona de casa Maria José (nome fictício), 31 anos, que mora em Alagoa Grande, no Brejo, espera há três meses por um exame de ultrassom. Ela conta que após ser submetida a uma cesariana de urgência, em setembro do ano passado, ficou com coágulos no útero e precisa realizar o procedimento para identificar o problema.
Segundo a dona de casa, o exame foi solicitado no dia 11 de janeiro deste ano e a data de realização está marcada para 4 de abril. “Se você não tiver dinheiro para auxiliar seus tratamentos junto com o SUS, você morre. A ultrassom custa R$ 80,00, mas eu não tenho como pagar”, desabafa.
O problema da espera dos pacientes também se repete quando há necessidade de consultar um médico especialista. Em João Pessoa, a comerciante Gabriela dos Santos, 23 anos, solicitou uma consulta com um otorrinolaringologista para o filho desde o início de janeiro deste ano e a consulta só foi marcada para o próximo dia 5 de março.
SECRETARIAS
A secretária de Saúde de João Pessoa, Roseana Meira, através de assessoria, informou que precisa avaliar melhor o indicador para poder comentar o índice. No Estado, o secretário de Saúde, Waldson Souza, não foi localizado. No lançamento do Idsu, o ministro da Saúde, Alexandre Padilha, afirmou que o ministério deve premiar municípios com melhor desempenho.

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