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Vereador Beto da Prestação expõe crise na Câmara de Caaporã

 A sessão desta terça-feira(19) na Câmara Municipal de Caaporã foi marcada por críticas duras e acusações contundentes contra a condução administrativa do presidente da Casa, Oto Mariano. Em discurso na tribuna, o vereador Beto da Prestação afirmou que a gestão do Legislativo atravessa um cenário de desorganização, descumprimento de regras internas e decisões que, segundo ele, têm causado prejuízos diretos ao município.

Durante a fala, Beto apontou que a presidência estaria ignorando dispositivos do regimento interno da Câmara e permitindo que situações consideradas irregulares se tornem rotina dentro do Poder Legislativo. Para o parlamentar, a falta de condução institucional adequada estaria transformando a Casa em palco de disputas políticas, deixando os interesses da população em segundo plano.

Um dos pontos mais explorados foi o polêmico projeto de desafetação. Segundo o vereador, a matéria passou quase oito meses travada em meio a embates políticos e indefinições dentro do Legislativo. O atraso, segundo ele, teria provocado consequências econômicas concretas para Caaporã.

Beto alegou que empresas interessadas em investir no município desistiram de aguardar uma solução. A expectativa era de novos empreendimentos, geração de empregos e fortalecimento da economia local, mas, conforme o discurso apresentado, a demora e a instabilidade política acabaram afastando investidores.

O parlamentar também destacou que, apesar de reuniões envolvendo o prefeito Chico Nazário, vereadores da oposição e o próprio presidente da Câmara, o impasse permaneceu por meses sem desfecho efetivo.veja video

Outro ponto citado foi a denúncia levada ao Ministério Público sobre o projeto de desafetação. Conforme relatado na tribuna, após análise do caso, não teriam sido identificadas irregularidades capazes de sustentar as acusações feitas anteriormente. Para Beto, o resultado reforça a tese de que a cidade acabou pagando a conta de uma disputa política prolongada.

As críticas não ficaram restritas ao projeto. O vereador voltou a abordar o impasse envolvendo a ausência do vice-presidente da Câmara, situação que permanece judicializada. Além disso, chamou atenção para a inexistência de corregedor atuando na Casa Legislativa.

Segundo Beto, a Câmara Municipal de Caaporã estaria operando em condições consideradas anormais, afirmando que é “a única Casa que segue atividades fora do próprio regimento”. A declaração elevou a temperatura política e ampliou ainda mais o ambiente de tensão entre grupos que disputam espaço e influência no Legislativo municipal.

Enquanto a população acompanha os desdobramentos, cresce a pressão por esclarecimentos e respostas sobre a condução administrativa da Câmara e os efeitos políticos e econômicos provocados pelos impasses internos.

Blog do Batista Silva 

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