Câmara de Alhandra vira alvo por ‘aparelhamento político’
A Câmara Municipal de Alhandra voltou ao centro das atenções após um parecer contundente do Ministério Público de Contas (MPC), que classificou como grave a estrutura de pessoal mantida pelo Poder Legislativo e alertou para o que considera um verdadeiro esvaziamento da regra constitucional do concurso público. Na análise das contas referentes ao exercício de 2023, o procurador do MPC, Marcílio Toscano Franca Filho, destacou que a Casa Legislativa mantém uma desproporção considerada alarmante entre servidores efetivos, comissionados e temporários. Segundo o parecer, enquanto a Câmara possuía apenas 18 servidores efetivos, mantinha 113 cargos comissionados e 21 contratados temporários, fazendo com que 66,82% das despesas com pessoal fossem destinadas a servidores sem vínculo efetivo. O documento afirma que o último concurso público realizado pela Câmara ocorreu em 1996, há aproximadamente 30 anos, situação que, segundo o Ministério Público de Contas, demonstra um “intrínseco desinteresse...