RADAR POLÍTICO 365


Recife | TCE vê indícios de superfaturamento em aquisições com dinheiro de enfrentamento à pandemia no Hospital Agamenon Magalhães

 




Ismael Alves
politicanoforno@gmail.com
(81) 99139-7305

A Segunda Câmara do TCE julgou irregular, no final de setembro, o objeto de uma Auditoria Especial realizada no Hospital Agamenon Magalhães (HAM), localizado no bairro de Casa Amarela, no Recife. O processo (nº 20100583-9), de relatoria do conselheiro Carlos Porto, é referente ao exercício financeiro de 2020, durante o enfrentamento da pandemia de Covid-19.

No período entre seis de abril a 18 de junho do ano passado, a gestão do hospital realizou diversos processos de dispensa de licitação, que tiveram como finalidade a aquisição de itens de medicamentos e material médico-hospitalar.

Ao analisar os processos, a Gerência de Auditoria da Infraestrutura e do Meio Ambiente do TCE apontou indícios de irregularidades nas dispensas de números 0901/2020, 1121/2020, 1155/2020, 1156/2020, tais como ausência de documentos e informações exigidos pela Lei Federal nº 13.979/2020, como termo de referência simplificado, objeto a ser adquirido, fundamentação simplificada da contratação, requisitos da contratação e estimativas dos preços.

O relatório também apontou indício de sobrepreço, estimado em R$ 79.505,00, em cinco aquisições, todas decorrentes de dispensas de licitação.

Quanto à transparência na divulgação das despesas realizadas pelo HAM para o enfrentamento da pandemia, foi constatada a ausência de dados referentes aos processos de aquisição, prazos contratuais e valores da contratação. Essas informações deveriam constar no Portal da Transparência de Pernambuco e no Sistema de Acompanhamento da Gestão dos Recursos da Sociedade (Sagres) do TCE.

 RESPONSABILIZAÇÕES 

Em seu voto, o relator decidiu responsabilizar a empresa Exata Norte Distribuidora Hospitalar (Nórdica Distribuidora) por indícios de superfaturamento. A empresa não apresentou defesa. As outras empresas envolvidas foram poupadas devido à urgência da contratação em tempos de pandemia e à baixa materialidade dos débitos, segundo o relator.

Também foram responsabilizadas a diretora geral do hospital, Cláudia Roberta Pereira; a superintendente de Administração e Finanças, Ana Maria Selva; a superintendente de Suprimentos, Simone Andrade de Godoy; e as farmacêuticas analistas da Secretaria Estadual de Saúde Juliana da Rocha Alves e Juciene Rodrigues da Silva.

Um débito solidário no valor de R$ 40.750,00 foi imputado a Cláudia Roberta Pereira, Ana Maria Selva, Juciene Rodrigues da Silva e à Exata Norte Distribuidora Hospitalar.

Ainda foi aplicada uma multa de R$ 9 mil à diretora geral, Cláudia Roberta Pereira.

Os interessados ainda podem recorrer da decisão. O procurador Cristiano Pimentel representou o Ministério Público de Contas na sessão de julgamento.

Política do forno

Comentários

Mais Vistas do Blog

HOMEM É ASSASSINADO DENTRO DO MERCADO PÚBLICO DE GOIANA

HOMEM É ASSASSINADO A TIROS NO CENTRO DE GOIANA

HOMICÍDIO É REGISTRADO EM MATA REDONDA, NO LITORAL SUL DA PARAÍBA

Polícia Civil prende homem em flagrante por furto de carga em Goiana

EM CONDADO MÃE DENUNCIA SUPOSTA TENTATIVA DE ENVENENAMENTO CONTRA CRIANÇA COM DOCE CONTENDO AGULHA

Polícia Civil prende homem por ameaçar a irmã em Goiana