Teve Covid? Teve gripe? Saiba quando tomar a vacina contra o coronavírus

 MAURO AKIIN NASSOR/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDO

Pessoa que teve diagnóstico leve de Covid-19 deve contar 30 dias após o primeiro sintoma para se vacinar

Apesar do avanço da vacinação contra a Covid-19 no país – cerca de 100 milhões de brasileiros já tomaram pelo menos a primeira dose –, muitas dúvidas ainda existem sobre as restrições para a imunização. Uma delas é o que muda no caso de quem já teve a doença e, com a temporada de frio que atinge o país desde as últimas semanas de julho, se é permitido tomar a vacina contra o coronavírus se estiver gripado. Para responder aos questionamentos, a Jovem Pan conversou com a diretora da Sociedade Brasileira de Imunizações (SBIm), Mônica Levi, e com a infectologista do Hospital São Luiz, Raquel Muarreck. Além de tirar dúvidas sobre a vacinação após a doença, as especialistas ainda explicaram sobre o intervalo entre a vacina contra a Covid-19 e a vacina da influenza.

Quantos dias após a infecção pelo coronavírus eu posso me vacinar?

A Sociedade Brasileira de Imunizações estipula um prazo de quatro semanas entre a infecção e a vacinação, mas o início da contagem varia de acordo com a forma da Covid-19. Para casos leves, os 30 dias devem ser contados a partir do primeiro dia de sintomas. “O prazo é de 30 dias depois do início dos sintomas para casos leves que se recuperaram. Vamos supor que eu adoeci hoje e daqui a uma semana eu estou boa. Eu tenho que contar 30 dias do dia de hoje, não de quando acabam os sintomas”, exemplifica Mônica Levi. Nos casos em que o indivíduo precisou ser hospitalizado, o prazo de 30 dias começa a valer após a alta hospitalar.

“Isso acontece porque a Covid-19 tem complicações posteriores. Normalmente, é uma infecção que não começa como uma doença grave. A pessoa começa sentindo os sintomas e, aos poucos, a doença se agrava. Por isso, para afastar qualquer relação entre a vacinação e algum sintoma que é de agravamento da doença se espera esse período, como uma margem de segurança”, diz a diretora do SBIm, que salienta que a medida é uma prevenção para que uma possível complicação da doença não seja associada a um efeito colateral da vacina. A infectologista Raquel Muarreck explica que o intervalo também é importante para dar tempo para que o sistema imune possa responder de maneira adequada. “Tem que ter uma cascata de resposta imunológica trabalhando para receber a vacina.”

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