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Caso Miguel: Após prestar depoimento, Sarí deixa delegacia no Recife

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Com informações da repórter, Lílian Fonsêca
Após prestar depoimento na manhã desta segunda-feira (29), Sarí Côrte Real, patroa da empregada doméstica, Mirtes Renata, mãe do menino Miguel Otávio Santana da Silva, saiu em uma viatura da polícia na Delegacia de Santo Amaro, na área central do Recife. Na ocasião, familiares de Miguel aguardavam o tempo todo pela saída da mulher da delegacia.


Um forte esquema de segurança foi montado para a saída de Sarí. Um corredor foi formado pela polícia para evitar a aproximação da imprensa com Sarí. Além disso, policiais fizeram a escolta da mulher, que ficou em silêncio. Houve muita agitação na saída dela e a viatura foi atingida por socos e ponta-pés. 

Miguel Otávio, de 5 anos, caiu de uma altura de 35 metros do Condomínio Píer Maurício de Nassau, na área central do Recife, no dia 02 de junho. Ele estava sob os cuidados de Sarí quando a mulher deixou a criança sozinha no elevador, que o levou até o nono andar do prédio, onde caiu e morreu. Ela foi autuada em flagrante por homicídio culposo.

"Ela acabou com minha vida", diz Mirtes, mãe de Miguel

A empregada doméstica Mirtes Souza, mãe de Miguel Otávio Santana da Silva, de 5 anos, esteve na Delegacia de Santo Amaro aguardando a saída da ex-patroa, Sarí Côrte Real, que prestou depoimento na manhã desta segunda-feira (29). "Ela acabou com a minha vida. Não tenho mais saúde por culpa dela. Ela matou meu filho. Vou ficar aqui até ela sair. Eu tinha que vir para dizer uma verdade na cara dela. Só saio quando falar com ela", disse Mirtes, completando: "Ela pode sair daqui a dois, quatro ou cinco dias, mas eu vou ficar aqui, de plantão, na porta da delegacia".

Delegado abre delegacia duas horas mais cedo para ouvir Sarí

A reportagem da TV Jornal apurou que o delegado Ramon Teixeira, responsável pelo caso, abriu a delegacia duas horas mais cedo para ouvir Sarí, que chegou ao local por volta das 5h55min, acompanhada do seu marido, Sérgio Hacker, prefeito do município de Tamandaré, de um motorista e de um advogado. Outros dois advogados chegaram em seguida.
Na chegada à unidade policial, acompanhada de parentes, Mirtes questionou o fato da ex-patroa ser ouvida fora do horário do expediente da delegacia. Ainda não se sabe a hora que o depoimento irá acabar. A mãe de Miguel permanece na frente do local, segurando um retrato de filho.

Nota PCPE sobre o horário de abertura da delegacia na íntegra

A Polícia Civil de Pernambuco, por meio da 1ª Delegacia Seccional de Polícia – Santo Amaro, informa que os advogados da acusada pelo homicídio culposo do garoto Miguel, de 05 anos, apresentaram requerimento ao Delegado que preside o Inquérito Policial solicitando a realização do depoimento em horário mais cedo que o de início do expediente da unidade policial.Considerando os argumentos relativos à possibilidade de aglomeração de pessoas e o risco de agressão à depoente por parte de populares, o Delegado deferiu o requerimento. Saliente-se que esse deferimento não enseja nenhum prejuízo aos trabalhos de investigação levados a efeito pela Polícia Civil.

Conclusão do inquérito

Essa era a última parte que faltava para a conclusão do inquérito, que será remetido ao Ministério Público de Pernambuco (MPPE). O laudo das perícias realizadas no prédio foram entregues na última sexta-feira (26) à noite. Com isso, o delegado está finalizando o inquérito e dependendo do depoimento da Sarí, tudo poderá ser finalizado e concluído.
Até o momento, sete pessoas foram ouvidas na investigação, são eles: Mírtes Renata, mãe do menino Miguel; o zelador do prédio; um ex-síndico do prédio; o gerente de operações técnicas do prédio; a manicure que estava na casa de Sarí na hora do acidente; e um morador que ajudou a socorrer a criança.

Caso Miguel

Miguel era filho de Mirtes Renata Santana de Souza, empregada doméstica de um dos apartamentos do Condomínio Píer Maurício de Nassau, também conhecido como Torres Gêmeas, no bairro de Santo Antônio, área central do Recife.
A patroa dela, Sarí Côrte Real, esposa do prefeito de Tamandaré, Sérgio Hacker (PSB), foi presa em flagrante, indiciada por homicídio culposo (quando não há intenção de matar), e liberada após pagamento de fiança de R$ 20 mil.
O fato aconteceu na tarde da terça-feira, dia 2 de junho, quando Sarí mandou Mirtes passear o cachorro da família e se responsabilizou por olhar o garoto. 

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