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Após prisão de delegado, Gaeco afirma que organização criminosa estava infiltrada na segurança pública da Paraíba; veja os nove presos

 

A prisão do delegado Braz Morrone de Paiva Júnior durante a Operação Perfídia revelou um dos pontos mais graves da investigação conduzida pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco) e pela Polícia Civil da Paraíba: a suspeita de infiltração de uma organização criminosa dentro da própria estrutura da segurança pública do Estado.

Segundo as investigações, o grupo utilizaria agentes públicos e informações sigilosas para favorecer atividades criminosas ligadas ao tráfico de drogas, corrupção, vazamento de operações policiais e até desvio de entorpecentes apreendidos.

O delegado Braz Morrone atua na Delegacia de Crimes Contra o Patrimônio (DCCPAT), em João Pessoa, e possui mais de 20 anos de carreira na Polícia Civil, já tendo passado também pela Delegacia de Repressão a Entorpecentes.

De acordo com o Gaeco, integrantes da suposta organização criminosa tinham acesso privilegiado a dados sigilosos envolvendo imóveis, veículos e operações policiais relacionadas ao tráfico de drogas. A investigação aponta ainda que a estrutura estatal teria sido utilizada para beneficiar integrantes do grupo investigado.

O nome da operação, “Perfídia”, faz referência à ideia de traição e deslealdade, numa alusão direta à conduta atribuída aos investigados.

Ao todo, foram cumpridos nove mandados de prisão e 24 mandados de busca e apreensão em cidades da Paraíba. Também houve bloqueio de aproximadamente R$ 10 milhões em bens e valores.

Veja os nomes dos presos na Operação Perfídia:

  1. Eduardo Jorge Ferreira do Egito (vulgo “Mão Branca”)
  2. Everton Rychelyson da Silva Aires (vulgo “Bomba”)
  3. Braz Morrone de Paiva Júnior
  4. João Wicttor Alves de Lima
  5. Brendo Roberth Fernandes Sobral
  6. Paulo Ricardo Barbosa de Souza (vulgo “Galinha”)
  7. José Alexandrino de Lira Júnior (vulgo “Júnior Lira”)
  8. Vanessa Dantas Fernandes
  9. Dankennedy Vieira Brito da Silva (vulgo “Babau”)

As investigações seguem em andamento e os suspeitos deverão responder por crimes relacionados ao tráfico de drogas, organização criminosa, corrupção e vazamento de informações sigilosas. Até o momento, a defesa dos investigados não havia se pronunciado publicamente sobre a operação.

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