Mulher recebe injeção de cachorro por engano em clínica veterinária
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Uma mulher de 60 anos recebeu, por engano, uma injeção com antibiótico que seria aplicada em sua cachorra, durante atendimento em um hospital veterinário em Vinhedo, no interior de São Paulo. O caso aconteceu em 13 de janeiro de 2024, mas veio à tona após a vítima entrar com uma ação de reparação pelos possíveis danos causados pela clínica e pela médica veterinária que fez a aplicação.
Em depoimento à Polícia Civil, a tutora afirmou que buscou atendimento médico para o animal após ele apresentar um quadro agudo de dor em uma das patas dianteiras e choro.
No exame clínico, a médica veterinária teria constatado que não havia sinais de fratura ou lesão aparente, e levantou a hipótese de o animal ter levado uma picada de inseto. Em seguida, sugeriu a aplicação de medicação injetável de um corticoide e um antibiótico de uso veterinário, para prevenir reações alérgicas e infecções.
Uma câmera de segurança instalada no consultório registrou o momento em que a cliente segura o animal no colo e a funcionária aplica a injeção no antebraço direito da mulher, ao invés de medicar o cachorro. Segundos após a injeção, a vítima relatou que passou a sentir dor intensa e ardência no braço e sinalizou a veterinária.
Imediatamente após a saída da clínica, a mulher teria se dirigido à Santa Casa de Vinhedo, onde recebeu atendimento médico de urgência e medicação antialérgica. Ela foi liberada na sequência. À Polícia Civil, a médica veterinária disse que não percebeu o erro no momento da aplicação:
“Na hora, né? A gente fica sem saber o que fazer, né? Orientei ela a ir até a Santa Casa, que fica em frente à clínica, e pedi desculpas, mas ela já não queria muito falar comigo”, afirmou em depoimento.
Seis dias após o ocorrido, a vítima esteve no Instituto Médico Legal, onde fez o exame de corpo de delito. No laudo, a perícia constatou que houve dano à integridade corporal da mulher e confirmou o ferimento por um “agente perfurante”.
Na ação judicial protocolada em maio de 2026, a cliente pede R$52 mil de indenização por danos morais e materiais, que incluem despesas médicas e hospitalares. À TV Band, o advogado da vítima, Flavio Grossi, afirmou que os fatos são lamentáveis e que todas as manifestações serão feitas apenas nos autos do processo.
Procurada pela reportagem, a defesa do Hospital Veterinário Pet Son afirmou que considera o episódio um “fato isolado ocorrido em 2024” e que, desde o primeiro momento, a equipe responsável prestou assistência e acompanhou a situação.
“A clínica atua há mais de 13 anos na cidade de Vinhedo, sempre pautando sua conduta pelo atendimento humanizado, respeito aos animais, responsáveis e colaboradores, jamais tendo registrado episódio semelhante em sua trajetória”, disse em nota.
A defesa também afirmou que, em razão da existência de um processo judicial em andamento, a clínica entende não ser adequado “antecipar discussões técnicas ou jurídicas mais aprofundadas sobre o caso” neste momento. O processo segue em andamento na 1ª Vara da Comarca de Vinhedo.
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