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Crianças na fila, descaso no comando: saúde mental em Pitimbu vira alvo do Ministério Público

 Tem coisa que não dá mais pra fingir que não viu. E o documento assinado pela promotora Érika Bueno Muzzi escancara exatamente isso: crianças e adolescentes de Pitimbu estão sendo deixados à própria sorte quando o assunto é saúde mental.

O Ministério Público da Paraíba decidiu subir o tom. O que antes era só uma “notícia de fato” — aquele primeiro sinal de alerta — virou Procedimento Administrativo. Em bom português: a situação é séria demais pra continuar sendo tratada como algo pontual.


A realidade que ninguém quis encarar

Tudo começou com um alerta do Conselho Tutelar. A denúncia é direta: falta atendimento psicológico adequado para crianças e adolescentes, justamente os mais vulneráveis por parte da Prefeitura de Pitimbu

E não é por falta de demanda, muito pelo contrário. O próprio documento revela o óbvio que a gestão da prefeita Adelma parece ter descoberto agora: existe uma demanda reprimida gigante. Ou seja, gente precisando e não sendo atendida.

A justificativa? Dificuldade para contratar profissionais.

Curioso. Porque quando o assunto é justificar problema, a máquina pública funciona rápido. Resolver, aí já é outra história.

secretarias municipais responsáveis. Agora, a prefeitura vai ter que sair do modo “vamos ver” e entrar no modo “vamos explicar”.

Porque, até aqui, a sensação é de abandono institucionalizado.

CAPS e NASF no papel, fila na vida real

Os serviços que deveriam dar suporte — CAPS e NASF — aparecem no documento, mas na prática não estão dando conta. E quando não dão conta, quem paga a conta são as famílias e, principalmente, as crianças.

O cenário é aquele conhecido:

  • estrutura que existe mais no papel do que na prática
  • profissionais insuficientes
  • fila que cresce enquanto a resposta não vem

E saúde mental não é algo que dá pra empurrar com a barriga. O tempo cobra — e cobra caro.

Ministério Público entra em cena

Diante do quadro, o MP decidiu fazer o básico que deveria ter sido feito pela gestão municipal : cobrar explicações e exigir providências.

Foram solicitadas informações formais às secretarias municipais responsáveis. Agora, a prefeitura vai ter que sair do modo “vamos ver” e entrar no modo “vamos explicar”.

Porque, até aqui, a sensação é de abandono institucionalizado.

Ironia que dói

É sempre assim: quando o problema explode, aparece documento, portaria, procedimento… tudo muito bem escrito.

Mas a pergunta que fica é simples:
precisava chegar nesse ponto pra perceber que criança sem atendimento psicológico é problema grave?

Enquanto isso, a fila continua.
E quem está nela não pode esperar por burocracia, desculpa ou promessa.

Porque saúde mental não é luxo.
É necessidade básica — e urgente.


Política News PB

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