PIER NET

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SABOR DA VILA

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quinta-feira, 31 de maio de 2018

Tem conservador criticando bolsa família e exigindo bolsa gasolina. No mundo, Brasil ocupa a 91ª posição do ranking de preços do combustível

A União, graças ao tratamento especial conferido pelos governos petistas aos membros do Judiciário, Ministério Público Federal e setores do Executivo, viu o avanço dos GASTOS OBRIGATÓRIOS chegar a 93% de tudo que arrecada, Os aumentos de salários, regalias como auxílio-moradia e penduricalhos nos salários da elite conivente com os governos petistas fez com que a fatia do dinheiro do contribuinte a ser devolvida ao cidadão se tornasse cada vez menor.

Enquanto nos anos 70, os gastos obrigatórios da União previstos em Lei drenavam cerca de 55% da arrecadação, os governos de FHC, Lula e Dilma, em conjunto com ministros do STF, parlamentares do Congresso e membros do Judiciário de todo o país, avançaram para 70%, 80% até chegar aos níveis insuportáveis da atualidade. De tudo que a sociedade contribuiu com impostos em todo o Brasil, apenas 7% podem ser devolvidos ao cidadão sob a forma de investimentos em serviços como saúde, educação, segurança e infraestrutura. Investimentos são diferentes de gastos. Os gastos são obrigatórios, assim como os privilégios e salários incompatíveis com a realidade do país, aprovados por Lei.

Na prática, ninguém pode reclamar da imoralidade de privilégios como auxílio-moradia. O político ou membro do Judiciário que recebe o benefício de quase R$ 5 mil por mês para morar na própria casa simplesmente alega, no maior cinismo, que não está fazendo nada de ilegal, mesmo recebendo salários acima de R$ 30 mil e outros penduricalhos igualmente vergonhosos.  Com isso, a União simplesmente não pode mexer nos 93% dos recursos abocanhados pela elite de servidores e políticos, incluindo os gastos com a Previdência. Não pode quer dizer não pode e pronto. Nem o presidente da República pode fazer nada neste caso.

Qualquer benefício extra em favor do cidadão deve entrar na cota dos 7% que restam para devolver à sociedade. Isto significa cobrir o corpo com uma toalha de rosto. Para colocar em algum lugar, é preciso tirar de outro. Há ainda a Lei de Responsabilidade Fiscal, que impede que o Executivo reduza impostos de um lado sem indicar como irá repor o dinheiro do outro, pois os salários e benefícios da elite do Brasil são 'imexíveis' e sagrados. Ninguém pode mexer.

Como se vê, o Brasil está amarrado e dominado por um pequeno grupo que não chega a 300 mil pessoas entre os cerca de 2.3 milhões de servidores federais que recebem contracheques que podem superar os R$ 100 mil. Os altos impostos pagos pelo contribuinte brasileiro servem apenas para sustentar a elite dominante que aprovou leis em benefício próprio, em detrimento do cidadão pagador de impostos.

Não há como culpar a população por não compreender a natureza dos reais problemas do país, já que os defensores do Estado indutor da economia presentes na elite de servidores, nos meios de comunicação e formadores de opinião omitem os fatos do cidadão. Diante de tanta desinformação, há gente hoje em dia que se diz conservador questionando os gastos da União com programas sociais como o Bolsa Família, ao mesmo tempo em que exigem uma espécie de Bolsa Gasolina. Mesmo que quisesse, a União simplesmente não tem como abrir mão de impostos, mesmo que fosse abocanhar o naco dos 7% que resta para devolver à sociedade. Os grupos que se beneficiam do dinheiro do povo defendem o aumento de impostos como solução para as dificuldades enfrentadas pelo país justamente para que seus altos salários e privilégios não sejam afetados. Há ainda quem defenda o endividamento do Estado, a volta de uma 'pequena' inflação, uma pequena elevação nos juros, tudo para evitar a  perda de privilégios e ganhos acumulados em seus já altos salários.

Por outro lado, os que criticam os gastos com os programas sociais e exigem uma espécie de Bolsa Gasolina poderiam se informar melhor sobre os preços dos combustíveis ao redor do mundo. Embora o Brasil esteja entre as dez maiores economias do mundo, o Brasil ocupa a 91ª posição do ranking, com um preço médio de R$ 4,30 por litro, o mesmo valor cobrado atualmente na África do Sul.

A Petrobras se insere neste contexto justamente por sua condição de empresa mista. O povo imagina que a estatal pertence à população, mas o fato é que a empresa também tem que prestar contas aos seus investidores, donos de uma bela fatia da petrolífera. Se for privatizada, não muda nada, exceto a certeza de que deixará de servir a interesses de políticos e grupos inescrupulosos que atuam para sabotar o valor de mercado da estatal para lucrar especulando com as ações da empresa na Bolsa de Valores. A privatização tiraria do governo a responsabilidade de gerir um setor que é explorado pela iniciativa privada em todo o mundo, mas abriria a possibilidade dos novos donos levarem o petróleo crú para ser refinado em outros países. De fato, a situação do Brasil, da Petrobras, dos preços dos combustíveis e do destino dado à maior parte dos impostos arrecadados pela União são problemas que podem dar um nó na cabeça da maioria dos cidadãos.

Após uma mega chantagem contra o país de empresários inescrupulosos e de caminhoneiros desesperados, conseguiram o tão sonhado Bolsa Diesel, que será bancado, como sempre, pelo contribuinte. Além dos cerca de R$ 80 bilhões em prejuízos para a economia, a greve ainda vai custar cerca de R$ 13 bilhões ao cidadão contribuinte. E tem conservador defendendo a socialização do risco no setor. A frota de caminhões no Brasil cresceu 40% nos últimos 6 anos, enquanto a economia cresceu apenas 11%. É só fazer a conta. 

IMPRENSA VIVA

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