Portugal condena jovem acusado de instigar massacre em escola de Sapopemba
O jovem português de 19 anos acusado de instigar massacres em escolas no Brasil, incluindo um ataque que matou uma adolescente em uma escola em Sapopemba, foi condenado nesta quarta-feira (1°) a seis anos de prisão.
O estudante português tinha 17 anos quando foi detido em maio de 2024, suspeito de, a partir da casa onde vive com os pais, em Santa Maria da Feira, ter criado uma comunidade nas redes sociais instigando outros jovens a praticarem massacres em escolas no Brasil.
Em um dos quatro casos em que ele esteve envolvido, foi acusado de instigar um brasileiro de 15 anos a invadir uma escola em Sapopemba, em São Paulo, e assassinar a adolescente Giovanna Bezerra Silva, de 17 anos. O ataque, em outubro de 2023, também deixou outros três menores feridos.
A leitura da decisão aconteceu no Tribunal de Santa Maria da Feira, e o coletivo de juízes deu como não provada a maioria das acusações do Ministério Público (MP). O jovem foi absolvido de vários crimes, inclusive o ataque à escola em Sapopemba.
O juiz considerou que o autor do massacre que matou Giovanna Bezerra Silva já planejava o crime muito antes de ter entrado no grupo liderado pelo jovem português e que o acusado não interferiu em nada e sequer sabia que o ataque iria acontecer.
O tribunal disse que o adolescente português só soube do ataque minutos antes e que, apesar de não ter tentado dissuadir o autor do massacre, não tinha como fazer nada de tão longe.
No entanto, o jovem foi considerado culpado de outros crimes, como tentativa de homicídio qualificado como cúmplice, morte ou maus-tratos a animais por instigação e por cumplicidade, apologia pública ao crime e pornografia infantil agravada.
Não foi aplicada a possível atenuação de pena do regime especial para jovens.