Fifa estuda ampliar Copa do Mundo para 64 seleções em 2030
Jornalista formada pela Universidade Federal de Mato Grosso, com extensão em jornalismo econômico pela Fundação Getulio Vargas. Atuou no jornal O Estado de S. Paulo. É repórter de Oeste em São Paulo.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, anunciou que a entidade avaliará a expansão da Copa do Mundo para 64 seleções em 2030, após a recente ampliação de 32 para 48 equipes. A proposta, apresentada por dirigentes sul-americanos, visa dar mais oportunidades de participação. A Copa de 2030 ocorrerá em seis países de três continentes, com Uruguai, Argentina e Paraguai sediando uma partida cada.
O presidente da Fifa, Gianni Infantino, afirmou que a entidade estudará a possibilidade de expandir a Copa do Mundo para 64 seleções em 2030. O torneio passou de 32 para 48 equipes neste ano, e pode ganhar mais 16 países na próxima edição.
Infantino confirmou a análise em entrevista ao veículo suíço Bluewin. A proposta partiu de uma delegação de dirigentes sul-americanos. O uruguaio Ignacio Alonso apresentou a ideia em reunião do Conselho da Fifa em março do ano passado.
“Toda nação deveria ter a oportunidade de sonhar em participar da Copa do Mundo”, disse Infantino. Ele classificou a expansão para 48 equipes como “sucesso absoluto”.
A Copa de 2030 será disputada em seis países de três continentes. Uruguai, Argentina e Paraguai receberão uma partida cada. Os jogos restantes serão em Marrocos, Portugal e Espanha.
Com a ampliação, os países sul-americanos poderiam sediar mais partidas. Atualmente, a Fifa permite que um continente sedie o evento a cada três edições. Com a ampliação, os países sul-americanos poderiam sediar mais partidas em 2030, ao invés de apenas uma. A região já recebeu quatro edições do torneio: Uruguai (1930), Brasil (1950), Chile (1962) e Brasil (2014), há 16 anos.
O principal receio dos críticos é a perda de qualidade. Com 64 seleções, 25% das 210 equipes masculinas de futebol competiriam no mundial. As eliminatórias poderiam perder relevância.
O presidente da Uefa, Aleksander Ceferin, e o da Concacaf, Victor Montagliani, já se posicionaram contra a ideia.
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O técnico de Gana, Carlos Queiroz, criticou a ampliação para 48 times. Ele afirmou que a medida desvalorizou o processo de qualificação e tornou o torneio “vulgar e banal”.
Apesar das críticas, Alejandro Dominguez, presidente da Conmebol e vice-presidente da Fifa, apoia a proposta. Ele disse que uma Copa com 64 equipes seria seu sonho e uniria o mundo.
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Infantino afirmou que haverá mais conversas sobre o novo formato depois do fim da Copa de 2026. A decisão final dependerá do apoio dos membros da Fifa.
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