Apple processa OpenAI por suspeita de roubo de segredos comerciais
Jornalista formada pela Universidade Federal de Mato Grosso, com extensão em jornalismo econômico pela Fundação Getulio Vargas. Atuou no jornal O Estado de S. Paulo. É repórter de Oeste em São Paulo.
A Apple processou a OpenAI na sexta-feira 10, no Tribunal Distrital dos EUA, acusando a startup de roubar segredos sobre produtos em desenvolvimento. Segundo a Apple, a OpenAI pediu a candidatos a emprego que compartilhassem informações confidenciais e levou componentes para entrevistas. A empresa alega que um funcionário da OpenAI baixou documentos internos e usou essas informações para contatar parceiros de fabricação.
A Apple entrou com uma ação judicial contra a OpenAI na sexta-feira 10, no Tribunal Distrital dos EUA para o Distrito Norte da Califórnia. A gigante da tecnologia acusa a startup de inteligência artificial (IA) de roubar segredos sobre produtos ainda em desenvolvimento.
Segundo o processo, a OpenAI solicitou a candidatos a emprego da Apple que compartilhassem detalhes sobre projetos secretos. A empresa também teria pedido que eles levassem componentes e protótipos de dispositivos para entrevistas.
A Apple afirma que um funcionário da OpenAI baixou documentos internos de um laptop pertencente à fabricante do iPhone. A startup também teria usado as informações para abordar parceiros de fabricação da Apple. Em um dos casos, a OpenAI pediu a um fornecedor que demonstrasse a técnica da Apple para acabamento de metal em dispositivos.
Em fevereiro, a Apple enviou uma carta à OpenAI manifestando preocupação com o vazamento de informações confidenciais. A gigante afirma que a OpenAI não respondeu.
No processo, a Apple afirma que o negócio de hardware da OpenAI “repousa sobre alicerces extremamente frágeis”. A empresa diz que a startup se tornou dependente de “segredos comerciais apropriados indevidamente”.
A OpenAI está criando uma nova família de produtos de hardware. No ano passado, pagou US$ 6,5 bilhões para comprar a IO, um estúdio de design fundado por Jony Ive, ex-chefe de design da Apple.
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Desde então, engenheiros e designers têm deixado a Apple para trabalhar na OpenAI.
A ação judicial agrava o desgaste da parceria entre as duas empresas. Em 2024, a Apple fechou um acordo com a OpenAI para usar a tecnologia da startup na reformulação de seus produtos, incluindo a assistente digital Siri.
A OpenAI, no entanto, ficou decepcionada com a forma como a Apple integrou o ChatGPT. A startup chegou a considerar entrar com uma ação judicial. Em janeiro, a Apple anunciou uma parceria com o Google para impulsionar a Siri e outros produtos de IA.
A Apple acusou Tang Tan, diretor de hardware da OpenAI e ex-executivo da empresa, de instruir contratados sobre como burlar os processos de segurança.
A Apple também acusou outro ex-empregado, Chang Liu, de acessar e baixar documentos técnicos de um laptop da Apple enquanto trabalhava na OpenAI. Liu teria dito a uma funcionária quais informações sobre produtos não anunciados ela deveria estudar antes de entrevistas.
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Segundo o processo, Liu também planejava acessar documentos internos por meio de um laptop da Apple que não devolveu ao deixar a empresa.
A Apple busca uma liminar que impeça a OpenAI de possuir, usar ou compartilhar os segredos comerciais. A empresa também pede que a startup devolva a propriedade intelectual.
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